quarta-feira, 31 de outubro de 2007

A Oração Mental Cristã

A Oração Mental (em francês, Oraison) Cristã

A oração mental cristã [l’oraison chrétienne] é um assunto de coração: trata-se de um simples olhar sobre Deus presente no segredo da nossa consciência; ou ainda de um diálogo de amor (com ou sem palavra) com o Senhor. Isto supõe que sejamos dois: o Senhor [Deus] e eu; dois sujeitos em relação interpessoal, e não um só Eu impessoal no qual eu me chegaria a (con)fundir. «Dans la perspective (judéo)chrétienne, Dieu n’est pas l’énergie universelle première et ultime d’où tout émane et dans laquelle tout se résorbe à la fin d’un cycle de manifestation. Cette vision naturaliste, qui est grosso modo celle des traditions orientales, implique que le sujet personnel est une illusion, née de l’individualisation de l’étincelle divine (monade) dans la matière (divine elle aussi).» O fito das meditações orientais é pois sair da ilusão da dualidade para alcançar a avaita (a não-dualidade) ou a identificação com o Eu impessoal divino. «Pour y parvenir, les méditations orientales proposent également un chemin d’intériorité, mais ce chemin ne conduit pas à la rencontre avec le Tout Autre transcendant (il n’y a pas de transcendance dans les naturalismes), mais plonge dans les profondeurs de notre intériorité psychique. Il est certes légitime de rechercher la sérénité que nous pouvons expérimenter en quittant la superficie de notre être ; à condition de ne pas la confondre avec la paix que seul l’Esprit Saint peut nous donner dans le fond de notre cœur (lieu de sa rencontre).» O específico cristão é deixar o Espírito [Santo] agir em nós, isto é amar em nós com um amor de caridade, que está muito para lá do pobre amor de amizade que possamos dar aos nossos próximos.
Pe. Joseph-Marie Verlinde

Anthony de Mello

SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ
Notificação sobre os escritos do Padre ANTHONY DE MELLO (SJ)

O padre jesuíta indiano Anthony de Mello (1931-1987) é muito conhecido pelas suas numerosas publicações, que, traduzidas para diversas línguas, tiveram uma notável difusão em muitos países, mesmo se nem sempre se trata de textos por ele autorizados. As suas obras, quase sempre em forma de pequenos contos, contêm elementos válidos, provenientes da sabedoria oriental, que podem ajudar a adquirir um auto-controle, a romper os laços e afetos que nos impedem de ser livres, a enfrentar com serenidade os acontecimentos bons e maus da vida. Sobretudo nos seus primeiros escritos, o padre de Mello, embora já evidenciando uma clara influência das correntes espirituais budistas e taoístas, manteve-se todavia dentro das linhas da espiritualidade cristã. Nesses livros, trata dos diversos tipos de oração: de petição, de intercessão e louvor, bem como da contemplação dos mistérios da vida de Cristo, etc.
Já porém em algumas passagens dessas primeiras obras, e cada vez mais nas sucessivas publicações, nota-se um progressivo afastamento dos conteúdos essenciais da fé cristã. A revelação, feita em Cristo, é substituída por uma intuição de Deus, sem forma e sem imagens, a ponto de falar de Deus como de um puro vazio. Para ver a Deus, basta olhar diretamente para o mundo. Nada se pode dizer de Deus; o único conhecimento é o não conhecimento. Pôr a questão da existência de Deus é já um sem sentido. Um tal apofatismo radical leva também a negar que haja na Bíblia afirmações válidas sobre Deus. As palavras da Escritura são indicações que deveriam servir apenas para chegar ao silêncio. Em outras passagens, o juízo sobre os livros sagrados das religiões em geral, sem excluir a própria Bíblia, é ainda mais severo: tais livros impedem as pessoas de seguir o próprio bom senso, fazendo com que se tornem obtusas e cruéis. As religiões, inclusive a cristã, são um dos principais obstáculos à descoberta da verdade. Jamais se poderá, aliás, definir essa verdade nos seus conteúdos precisos. Pensar que o Deus da própria religião é o único, é puro fanatismo. Deus é visto como uma realidade cósmica, vaga e omnipresente. O seu caráter pessoal é ignorado e praticamente negado.
De Mello mostra ter apreço por Jesus, de quem se diz discípulo. Considera-o porém um mestre ao lado dos outros. A única diferença frente aos outros homens é ser Jesus "esperto" e totalmente livre, quando os outros não o são. Não é reconhecido como Filho de Deus, mas simplesmente como aquele que nos ensina que todos os homens são filhos de Deus. Também as afirmações sobre o destino definitivo do homens suscitam perplexidades. Por vezes, fala-se de uma dissolução no Deus impessoal, como a do sal na água. Em diversas ocasiões, considera-se irrelevante também a questão do destino depois da morte. Só a vida presente é digna de interesse. E nesta, uma vez que o mal é apenas ignorância, não existem regras morais objectivas. O bem e o mal são só valorizações mentais impostas à realidade.
Coerentemente com quanto foi dito, pode compreender-se como, segundo o autor, qualquer credo ou profissão de fé, tanto em Deus como em Cristo, só serve para impedir o acesso pessoal à verdade. A Igreja, fazendo da palavra de Deus na Sagrada Escritura um ídolo, acabou por expulsar Deus do templo. Por conseguinte, perdeu a autoridade de ensinar em nome de Cristo.
Com a presente Notificação, esta Congregação, no intuito de tutelar o bem dos fiéis, vê-se na obrigação de declarar que as posições acima expostas são incompatíveis com a fé católica e podem causar graves danos.
O Sumo Pontífice João Paulo II, na audiência concedida ao abaixo-assinado Prefeito, aprovou a presente Notificação, decidida na Sessão Ordinária desta Congregação, e mandou que fosse publicada.
Roma, sede da Congregação para a Doutrina da Fé, 24 de junho de 1998, solenidade do Nascimento de São João Batista.

Joseph Card. Ratzinger Prefeito
Tarcísio Bertone (sdb) Arcebispo Emérito de Vercelli Secretário
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A "Meditação Cristã" (Christian Meditation)

A "meditação cristã" de John Main

Fr. John Main, OSB (1926–1982)

A chamada “meditação cristã” difundida pelo monge beneditino John Main e, após a morte deste em 1982, pelo seu discípulo Laurence Freedman, «n’est en fait qu’une tentative de “christianiser” une technique de méditation orientale. Plutôt que de prendre pour mantra le nom d’une divinité hindoue, John Main introduit un mantra “chrétien”, à savoir : “Maranatha”. Cette Parole tiré de l’Apocalypse est cependant totalement détachée de son contexte. Il ne s’agit pas en effet de méditer sur son contenu, mais de s’en servir pour focaliser l’attention, puis progressivement laisser s’apaiser l’activité mentale, pour finir par la suspendre totalement - si possible.» Trata-se de uma técnica de interiorização, que conduz a uma experiência do seu próprio psiquismo; mas em nenhum caso uma tal experiência pode ser qualificada de espiritual. «Dans le contexte chrétien, ce qualificatif est réservé à une expérience de rencontre avec le Tout Autre qui s’est fait proche en Jésus-Christ. Autrement dit, il s’agit d’une expérience dans l’Esprit Saint, qui est la Relation personnelle et vivante entre le Père et le Fils et entre le croyant et le Christ.»
«Une tentative analogue avait été entreprise il y a une dizaine d’années par Daniel Maurin avec son Oraison du coeur, dans laquelle il transgrivait mot à mot l’initiation à la méditation transcendantale (Maharishi Mahesh Yogi), ne changeant que le mantra oriental en un mantra issu de la tradition judéo-chrétienne, gardant inchangée l’intégralité de la technique hindoue.»

Père Joseph-Marie Verlinde

Yoga e Cristianismo


O Yoga na filosofia e na prática é incompatível com o Cristianismo

Como cristão católico, nascido no seio de uma família católica tradicional, em Kerala, na Índia, mas tendo vivido entre hindus, e agora, como religioso, sacerdote católico e pregador carismático em 60 países dos cinco continentes, creio que tenho algo a dizer sobre os efeitos perniciosos que o yoga tem na vida e na espiritualidade cristã.
Sei que há um interesse crescente pelo yoga em todo o mundo, inclusive entre os cristãos e que também esse interesse se estende a outras práticas esotéricas e da Nova Era (New Age), como o Reiki, a reencarnação, a acupressão, a acupunctura, a sanação prânica ou pranoterapia, a reflexiologia, etc., métodos sobre os quais o Vaticano preveniu e avisou no seu documento "Jesus Cristo, portador da água da vida".

Para alguns, o Yoga é um meio de relaxamento e de alívio da tensão, para outros é um exercício que promove a saúde e o bem-estar em forma e, para uma minoria, é um meio para a cura de doenças. Na mente do católico médio, seja leigo ou do clero, há muita confusão, pois o Yoga, segundo é promovido entre os católicos, não é exclusivamente nem uma disciplina relacionada com a saúde, nem uma disciplina espiritual, mas umas vezes é uma coisa, outras vezes é a outra e, freqüentemente, uma mistura das duas.
Pero el hecho es que el Yoga es principalmente una disciplina espiritual y se que incluso hay sacerdotes y hermanas en seminarios y noviciados que aconsejan el Yoga como una ayuda para la meditación y para la oración. Es triste que hoy en día, muchos católicos estén perdiendo la confianza en las grandes prácticas espirituales y místicas para la oración y la disciplina que recibieron de grandes santos como Ignacio de Loyola, Francisco de Asís, Francisco de Sales, Santa Teresa de Avila, etc. y ahora sigan a espiritualidades y místicas orientales que provienen del Hinduismo y del Budismo.A este respeito, um cristão sincero deveria informar-se sobre a compatibiliade do Yoga com a espiritualidade cristã e sobre a conveniência de incorporar as suas técnicas na oração e na meditação cristãs.

Que é o yoga? A palavra yoga significa “união”, o objecto do yoga é unir o “eu” transitório (temporal), “JIVA”, com o (eu eterno) infinito “BRAHMAN”, o conceito hindu de Deus. Este Deus não é um Deus pessoal, mas uma substância impessoal espiritual que é um com a natureza e o cosmos.
Brahman é uma substância impessoal e divina que “impregna, envolve e subjaz em tudo” O Yoga tem as suas raízes nos Upanishads hindus que são anteriores ao ano 1000 a.C., e diz sobre o Yoga que “une a luz dentro de ti com a luz de Brahman”.
“Lo absoluto está en uno mismo” dicen los Upanishads Chandogya, “TAT TUAM ASI” o “ESO ERES TÚ”. Lo Divino habita dentro de cada uno a través de Su representante microcósmico - el yo individual- llamado Jiva.
No Bhagavad Gita, o senhor Krishna descreve o Jiva como “a minha própria parte eterna”, e afirma que “a alegria do yoga chega ao yogui que é um com Brahman”.
No ano 150 a.C., o yogui Patanjali explicou as oito vias que guiam as práticas do yoga desde a ignorância à iluminação. As oito vias são como uma escada. Estas são: autocontrole (yama), prática religiosa (niyama), posturas (asana), exercícios de respiração (pranayama), controle dos sentidos (pratyahara), concentração (dharana), contemplação profunda (dhyana), e iluminação (samadhi).
Aqui é interessante observar que as posturas e os exercícios de respiração, que freqüentemente são considerados no Ocidente como todo o Yoga, são os passos 3 e 4 para a união com Brahman.
O Yoga não é só um sistema elaborado de posturas e de exercícios físicos, é uma disciplina espiritual que se propõe levar a alma ao samadhi, à união total com o ser divino. O samadhi é o estado em que o natural e o divino se convertem em um, o homem e Deus chegam a ser um sem nenhuma diferença. [Brad Scott: "Exercise or religious practice? Yoga: What the teacher never taught you in that Hatha Yoga class” (¿Ejercicio o práctica religiosa? Yoga: Lo que el profesor nunca le enseñó en una clase de Hatha Yoga), in the Watchman Expositor Vol. 18, No. 2, 2001].

Este enfoque do yoga é radicalmente contrário ao Cristianismo, onde claramente há uma distinção entre Criador e criatura, entre Deus e homem. No Cristianismo, Deus é o “Outro” e nunca “o mesmo”.
É triste que alguns promotores do Yoga, Reiki ou de outras disciplinas ou meditações distorçam algumas citações da Bíblia ao citá-las isoladas para corroborar os seus argumentos tais como: “sois templo de Deus”, “a água viva flui em ti”, “estareis em Mim e Eu estarei em vós”, “já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”, etc., sem entender o contexto nem o significado destas palavras da Bíblia.
Há gente que retrata Jesus, inclusive, como um yogui, como atualmente podemos ver em imagens de Jesus em conventos, capelas e presbitérios –Jesus está representado em posturas de meditação de yogui!.

Dizer que Jesus é “um yogui” é negar a Sua divindade, santidade e perfeição intrínseca e insinua que Ele tinha uma natureza imperfeita sujeita à ignorância e à ilusão (Maya), e que necessitou de ser libertado da sua condição humana mediante a prática e a disciplina do yoga.
O yoga é incompatível com a espiritualidade cristã porque é panteísta (ao dizer “Deus é tudo e tudo é Deus”), e sustenta que existe uma realidade única e tudo o resto é ilusão ou Maya. Se só existe uma realidade e tudo o mais é ilusório, não pode haver nenhuma relação nem amor.
O centro da fé cristã é a fé na Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, três pessoas em um só Deus, o modelo perfeito de relação amorosa.
Todo o Cristianismo é sobre relações com Deus e entre os homens. “Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração com toda a tua alma e com toda a tua mente. Este é o principal e o primeiro mandamento. O segundo é este: Amarás ao próximo como a ti mesmo” (Mt 22, 37-39).

No Hinduísmo, o bem e o mal, tal como a dor e o prazer são ilusórios (Maya) e, portanto, irreais. Vivekananda, o ícone mais respeitado do Hinduísmo moderno, dizia: “o bem e o mal são um e o mesmo” [Vivekananda. “The yogas and other Works”, publicado por Ramakrishna Vivekananda Centre NY, 1953].
No Cristianismo, a questão controvertida do pecado como uma ofensa contra a santidade de Deus é inseparável para a nossa fé, porque o pecado é a razão pela qual necessitamos de um Salvador. A Encarnação, a Vida, a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus são para nós meios de salvação, isto é, meios para nos livrarmos do pecado e das suas conseqüências. Não podemos ignorar esta diferença fundamental na hora de absorver na Espiritualidade Cristã o yoga e outras técnicas de meditação orientais.
En el mejor de los casos el Yoga es una práctica pagana y en el peor es una práctica oculta. Esta es la religión del anticristo (el hombre que se hace Dios) y por primera vez en la historia está siendo practicada frenéticamente en el mundo occidental y en América. Es ridículo que maestros de Yoga lleven incluso una cruz o algún símbolo cristiano, engañan a la gente diciendo que el Yoga no tiene nada que ver con el Hinduismo y dicen que es sólo cuestión de aceptar a otras culturas. Otros han intentado enmascarar al Yoga con apelativos cristianos denominándole “Yoga Cristiano”. Esta no es una cuestión de aceptar la cultura de otro pueblo, es una cuestión de aceptar otra religión que es irrelevante para nuestra religión y de conceptos religiosos.

É uma pena que o Yoga se tenha espalhado tão freneticamente a partir dos Jardins de Infância até todo o tipo de instituições de medicina, psicologia, etc., chamando-se a si mesmo ciência, quando não o é em absoluto; e está a vender-se sob a etiqueta de “terapia de relaxamento”, “auto-hipnose”, “visualização criativa”, “centering”, etc.
O Hata Yoga, que está amplamente difundido na Europa e na América como método de relaxamento e como exercício não esgotante, é um dos seis sistemas reconhecidos do Hinduísmo ortodoxo, que na sua origem é religioso e místico, e é a forma mais perigosa de yoga [cf. Dave Hunt, The seduction of Christianity, pág. 110].
Recordad las palabras de San Pablo: “No os maravilléis, pues también Satanás se disfraza de ángel de luz” (II Cor 11: 14). Es cierto que mucha gente se ha sanado por medio del Yoga y de otras formas orientales de meditación y oración. Aquí es donde los cristianos deberían preguntarse a sí mismos si necesitan una sanación y beneficios materiales o a su Dios, Jesucristo en el que creen, y Quién es la fuente de todas las sanaciones y de la buena salud.

El deseo de llegar a ser Dios es el primer y el segundo pecado en la historia de la creación según está registrado cronológicamente en las Biblia: “Te decías en tu corazón: El cielo escalaré, encima de las estrellas de Dios levantaré mi trono; en el monte de la asamblea me sentaré, en lo último del norte. Subiré a las alturas de las nubes, seré igual que el altísimo” (Is 14: 13-14). La serpiente le dijo a la mujer: "¡No, no moriréis! Antes bien, Dios sabe que en momento en que comáis se abrirán vuestros ojos y seréis como dioses conocedores del bien y del mal" (Gen 3: 4-5). La filosofía y la práctica del Yoga están basados en la creencia de que el hombre y Dios son uno. Se enseña a poner el énfasis en uno mismo en lugar de en el Único y Verdadero Dios. Se anima a los que participan a buscar las respuestas a los problemas y cuestiones de la vida en su mente y en su conciencia en vez de buscar soluciones en la Palabra de Dios a través del Espíritu Santo, como sucede en el cristianismo. Se deja a uno, sin lugar a duda, expuesto al engaño del enemigo de Dios que busca víctimas a las que pueda arrancar de Dios y de la Iglesia (I Ped 5: 8).

En los últimos ocho años, he predicado la palabra de Dios principalmente en los países europeos que en tiempos fueron la cuna del cristianismo, y de donde salieron evangelizadores y misioneros, mártires y santos. ¿Podemos llamar a Europa cristiana ahora?. ¿No es cierto que Europa ha borrado de su vida todos sus valores y conceptos cristianos? ¿Por qué se avergüenza Europa de reconocer sus raíces cristianas?. ¿Dónde están los valores morales y la ética que desde hace siglos se practicaban en Europa y que fueron llevados a otras civilizaciones y culturas a través de la proclamación valiente del Evangelio de Cristo? ¡Por sus frutos conoceréis el árbol! Yo creo que estas dudas y confusiones, la apostasía e infidelidad, la frialdad religiosa y la indiferencia han llegado a Europa a partir de que fueron introducidos en Occidente la mística y las meditaciones orientales, las prácticas esotéricas y las de la Nueva Era.


Nos meus retiros carismáticos, a maioria dos participantes vêm com diferentes problemas morais, espirituais, físicos ou psíquicos para serem libertados e sanados e para receberem uma vida nova mediante a força do Espírito Santo.
Com toda a sinceridade do meu coração, posso dizer que entre 80 a 90% dos participantes estiveram no yoga, no Reiki, na reencarnação, etc., que são práticas religiosas orientais. Ali perderam a fé em Jesus Cristo e na Igreja. Na Croácia, Bósnia, Alemanha, Áustria e Itália tive casos claros em que os indivíduos possuídos pelo poder da obscuridade gritavam “Eu sou Reiki”, “Eu sou o sr. Yoga”. Eles mesmos se identificavam com estes conceitos como se fossem pessoas, enquanto eu dirigia uma oração de sanação por eles. Posteriormente, tive que fazer uma oração de libertação sobre eles para os libertar da possessão do maligno.

Há pessoas que dizem: “não há nada de mal na prática destes exercícios, basta em não crer na filosofia que há por detrás”. No entanto, os promotores do yoga, Reiki, etc., afirmam claramente que a filosofia e a prática são inseparáveis.Por isso, um cristão não pode em nenhum caso aceitar a filosofia e a prática do yoga, já que o Cristianismo e o yoga são dois pontos de vista que se excluem mutuamente. O Cristianismo vê o pecado como o principal problema do homem, considera-o como um fracasso na hora de se ajustar tanto aos critérios como ao caráter de um Deus moralmente perfeito. O homem está distanciado de Deus e necessita da reconciliação.
A solução é Jesus Cristo, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Pela morte de Jesus na cruz, Deus reconciliou consigo o mundo. Agora chama os homens a receber em liberdade todos os frutos da sua salvação só através da fé em Cristo.
Ao contrário do yoga, o Cristianismo vê a redenção como uma oferta gratuita que só pode ser recebida e nunca ganha ou alcançada através do próprio esforço ou com obras.
Lo que se necesita hoy en Europa y en muchos sitios es la proclamación enérgica del mensaje de Cristo que viene de la Biblia y que es interpretado por la Iglesia para evitar dudas y confusiones que se difunden en Occidente entre muchos cristianos, y llevarles al Camino, la Verdad y la Vida: Jesucristo.
Só a verdade pode tornar-nos livres.

Fr. James Manjackal (MFSF)
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Texto original (em inglês): http://www.jmanjackal.net/eng/engyoga.htm

A tradução (parcial) em português é reproduzida (com ligeiras correcções) de:
As partes omitidas nessa tradução, aí devidamente assinaladas, foram colmatadas pela tradução espanhola (em itálico): http://www.jmanjackal.net/esp/espyoga.htm
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Apêndices (só em inglês):
I - Yoga: Theory and Practice: Separable?, by John Ankerberg and John Weldon;
II - "Former instructor warns of yoga’s spiritual implications". Jim Brown - Journal Chrétien, France. Feb 2, 2007;
III - "YOGA: Can We Separate the Exercise From the Philosophy? ", Johanna Michaelsen. From the book "Like Lambs to the Slaughter" (pp. 93-95);
IV - Innocent Yoga?, by Dr. John Ankerberg and Dr. John Weldon.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

2.5. Crescimento e difusão da New Age

2.5. Por que a Nova Era cresceu com tanta rapidez e se difundiu de maneira tão eficaz?
«Por mais objeções e críticas que suscite, a Nova Era é uma tentativa de levar calor a um mundo que muitos experimentam como cruel e impiedoso. Como reação diante da modernidade, age quase sempre no nível dos sentimentos, instintos e emoções. A angústia diante de um futuro apocalíptico de instabilidade econômica, incerteza política e mudanças climáticas desempenha um papel importante na busca de uma relação alternativa e decididamente otimista com o cosmos. Existe uma busca de plenitude e felicidade, com freqüência num nível explicitamente espiritual. Porém é significativo que a Nova Era tenha gozado de um êxito enorme numa era que pode caracterizar-se pela exaltação quase universal da diversidade. A cultura ocidental deu um passo além da tolerância - no sentido de aceitar de má vontade ou suportar a idiossincrasia de pessoas ou grupos minoritários – à erosão consciente do respeito à normalidade. A normalidade se apresenta com conotações moralistas, vinculadas necessariamente a normas absolutas. Para um número crescente de pessoas, as crenças ou normas absolutas indicam somente a incapacidade de tolerar as idéias e convicções das demais pessoas. Neste ambiente, tornaram-se moda os estilos de vida alternativos: ser diferente não só é aceitável, mas positivamente bom. É essencial levar em conta que as pessoas se relacionam com a Nova Era de maneiras muito distintas e em graus diversos. Na maioria dos casos não se trata realmente de uma “pertença” a um grupo ou movimento. Tampouco há uma consciência muito clara dos princípios sobre os quais se baseia a Nova Era. Aparentemente, a maioria das pessoas se sentem atraídas por terapias ou práticas concretas, sem conhecimento das posições de fundo que estas implicam; outros não são mais que consumidores ocasionais de produtos que levam a etiqueta “Nova Era”. Aqueles que utilizam a aromaterapia ou escutam música New age, por exemplo costumam estar interessados pelo efeito que tem na sua saúde ou bem-estar. Somente uma minoria se aprofunda nestes temas e procura entender seu significado teórico (ou “místico”). E isto combina perfeitamente com os esquemas das sociedades de consumo nas quais o ócio e o entretenimento desempenham um papel fundamental. O “movimento” se adaptou perfeitamente às leis do mercado e o fato de que a Nova Era se tenha difundido tanto se deve em parte ao resultado de uma proposta econômica muito atrativa. A Nova Era, ao menos em algumas culturas, se apresenta como uma etiqueta para um produto criado, aplicando os princípios da mercadologia a um fenômeno religioso. Sempre haverá um modo de aproveitar-se das necessidades espirituais das pessoas. Como muitos outros elementos da economia contemporânea, a Nova Era é um fenômeno global que se mantém unido e se alimenta graças à informação dos meios de comunicação de massas. Pode-se discutir se foram os meios de comunicação que criaram este fenômeno ou não; o que está claro é que a literatura popular e as comunicações de massa garantem uma rápida difusão, em escala universal das noções comuns defendidas pelos “crentes” e simpatizantes. No entanto, não é possível saber se esta difusão tão rápida das idéias obedece ao acaso ou a um projeto deliberado, já que se trata de comunidades muito pouco rígidas. Da mesma forma que acontece nas “cibercomunidades” criadas pela Internet, este é um âmbito no qual as relações entre as pessoas podem ser ou muito impessoais ou interpessoais só num sentido muito seletivo. A Nova Era se fez sumamente popular como um vago conjunto de crenças, terapias e práticas, escolhidas e combinadas com freqüência segundo o próprio gosto, independentemente das incompatibilidades ou incongruências que implique. Além disso é o que cabe esperar de uma cosmovisão conscientemente baseada no pensamento intuitivo do “hemisfério direito do cérebro”. Precisamente por isso é tão importante descobrir e reconhecer as características fundamentais das idéias da Nova Era. O que esta oferece costuma descrever-se simplesmente como algo “espiritual”, mais que como pertencente a uma religião concreta. Não obstante, os vínculos com algumas religiões orientais concretas são muito mais estreitos do que imaginam alguns “consumidores”. Naturalmente isto é importante para os grupos de “oração” nos quais uma pessoa decide integrar-se, porém é também um problema real na gestão de um número crescente de empresas, a cujos empregados se exige fazer meditação e adotar técnicas de expansão mental como parte da vida profissional. Valeria a pena acrescentar ainda algumas breves palavras sobre a promoção organizada da Nova Era como ideologia, porém se trata de um assunto sumamente complexo. Diante da Nova Era, alguns grupos reagiram com acusações generalizadas de conspiração”. Costuma-se responder que estamos assistindo a uma mudança cultural espontânea cuja trajetória está em grande parte determinada por influências que escapam do controle humano. Não obstante, basta assinalar que a Nova Era partilha com um bom número de grupos internacionalmente influentes o objetivo de substituir ou transcender as religiões particulares para deixar espaço para uma religião universal que unifique a humanidade. Estreitamente relacionado com isto, existe um esforço conjunto concreto por parte de muitas instituições para inventar Ética Global, um esquema ético que refletiria a natureza global da cultura, da economia e da política contemporâneas. Ainda mais, a politização das questões ecológicas influi em todo o tema das hipóteses Gaia ou culto da mãe terra.»
In: Pontifício Conselho Cultural e Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso - Jesus Cristo Portador da Água Viva: Uma reflexão cristã sobre a "Nova Era" http://www.itf.org.br/index.php?pg=conteudo&revistaid=8&fasciculoid=89&sumarioid=1346 = Instituto Teológico Franciscano (publicação parcial on-line, em português, no Brasil). O original é inglês. Edição portuguesa total, impressa: Paulinas, Março de 2003.

2.4. New Age e Cultura

2.4. “Habitantes do mito ou da história?”: A Nova Era e a cultura
«“Na realidade a atração da Nova Era tem algo a ver com o interesse pelo eu, seu valor, suas capacidades e problemas, que a cultura atual fomenta. Enquanto a religiosidade tradicional, com sua organização hierárquica se adapta bem à comunidade, a espiritualidade não tradicional se adapta bem ao indivíduo. A Nova Era é ‘do’ eu na medida em que fomenta a celebração daquilo que há de ser e vir a ser; e é ‘para’ o eu na medida em que, ao diferenciar-se do estabelecido, está numa situação capaz de enfrentar os problemas gerados pelas formas de vida convencionais”. A rejeição da tradição em sua forma patriarcal, hierárquica, tanto social como eclesial, implica na busca de uma forma alternativa de sociedade, inspirada claramente no conceito moderno do eu. Muitos escritos da Nova Era defendem que não se pode fazer nada (diretamente) para mudar o mundo e em compensação se há de fazer tudo para mudar-se a si mesmo. Mudar a consciência individual se entende como a maneira (indireta) de mudar o mundo. O instrumento mais importante para a mudança social é o exemplo individual. O reconhecimento universal de tais exemplos pessoais levará paulatinamente à transformação da mente coletiva, transformação que será a conquista mais importante do nosso tempo. Isto faz parte, claramente, do paradigma holístico e constitui uma nova formulação do clássico problema filosófico da unidade e da pluralidade. Também está relacionada com a posição junguiana da correspondência e da rejeição da causalidade. Os indivíduos são representações fragmentárias do holograma planetário; olhando o próprio interior, não só se conhece o universo, mas também é possível mudá-lo. Só que quanto mais se olha para dentro, menor se torna o cenário político. É difícil saber se esta posição pode articular-se com a retórica da participação democrática numa nova ordem planetária, ou se pelo contrário se trata de uma maneira inconsciente e sutil de privar de poder as pessoas, deixando-as à mercê da manipulação. A atual preocupação pelos problemas planetários (os temas ecológicos, o esgotamento dos recursos naturais, a superpopulação, a diferença econômica entre norte e sul, o enorme arsenal nuclear, a instabilidade política) favorecem ou impedem o compromisso com outras questões políticas e sociais igualmente inquietantes? O antigo provérbio “a caridade bem entendida começa em casa” pode proporcionar um sadio equilíbrio à maneira de abordar estes temas. Alguns observadores da Nova Era detectam um autoritarismo sinistro por trás da aparente indiferença quanto à política. O próprio David Spangler assinala que uma das sombras da Nova Era é “uma capitulação sutil frente à impotência e a irresponsabilidade esperando que chegue a Nova Era em vez de ser criadores ativos de plenitude na própria vida”. Seria certamente exagerado afirmar que o quietismo é geral nas atitudes da Nova Era. Contudo, uma das principais críticas ao movimento Nova Era é que a busca individualista da própria realização no fundo pode atuar contra uma sólida cultura religiosa. A este propósito, convém destacar três pontos: - Cabe perguntar-se se a Nova Era possui coerência intelectual para proporcionar uma imagem completa do mundo a partir de uma cosmovisão que pretende integrar a natureza e a realidade espiritual. A Nova Era vê o universo ocidental cindido por causa das categorias de monoteísmo, transcendência, alteridade e separação. Descobre um dualismo fundamental em divisões como as que existem entre real e ideal, relativo e absoluto, finito e infinito, humano e divino, sagrado e profano, passado e presente, que remetem todas à “consciência infeliz” de Hegel e são responsáveis de uma situação considerada trágica. A resposta da Nova Era é a unidade mediante a fusão: pretende reconciliar alma e corpo, feminino e masculino, espírito e matéria, humano e divino, terra e cosmos, transcendente e imanente, religião e ciência, as diferenças entre as religiões, o Yin e o Yang. Já não há, portanto, alteridade. O que fica, em termos humanos, é a transpessoalidade. O mundo da Nova Era não é problemático: não fica nada para alcançar. Porém a questão metafísica da unidade e a pluralidade continua sem resposta, talvez sem sequer ser colocada; lamentam-se os efeitos da desunião ou da divisão, porém a resposta é uma descrição de como apareceriam as coisas em outra ótica. - A Nova Era importa fragmentariamente práticas religiosas orientais e as reinterpreta para adaptá-las aos ocidentais. Isto implica uma rejeição da linguagem do pecado e da salvação, substituída com a linguagem moralmente neutra da dependência e da recuperação. As referências às influências extra-européias são às vezes uma mera “pseudo-orientalização” da cultura ocidental. Ademais, dificilmente se trata de um diálogo autêntico. Num ambiente onde as influências greco-romanas e judeu-cristãs resultam suspeitas, as orientais se utilizam precisamente porque são uma alternativa à cultura ocidental. A ciência e a medicina tradicionais são consideradas inferiores aos enfoques holísticos e igualmente acontece com as estruturas patriarcais e particulares na política e na religião. Todas estas coisas serão obstáculos para a vinda da Era de Aquário. Mais uma vez, está claro que, na realidade, optar pelas alternativas da Nova Era implica uma ruptura total com a tradição de origem. Seria necessário perguntar se realmente é uma atitude tão madura e tão liberada como se costuma pensar. - As tradições religiosas autênticas promovem a disciplina com o objetivo último de adquirir sabedoria, equanimidade e compaixão. A Nova Era reflete um anseio profundo e inextinguível que existe na sociedade de uma cultura religiosa íntegra, de uma visão mais geral e iluminadora do que aquilo que os políticos costumam oferecer. Porém não está claro se os benefícios de uma visão baseada na permanente expansão do eu são para os indivíduos ou para as sociedades. Os cursos de formação da Nova Era (o que costumava-se chamar-se “Cursos de Formação Erhard” (Erhard Seminar Trainings [EST], etc.) conjugam os valores contraculturais com a necessidade de triunfar, a satisfação interior com o êxito externo. O curso de retiro “Espírito de Negócios” de Findhorn transforma a experiência do trabalho com o fim de aumentar a produtividade. Alguns adeptos da Nova Era aderem a ela não só para ser mais autênticos e espontâneos, mas também para enriquecer-se (mediante a magia, etc.). “Os cursos de formação da Nova Era têm também ressonâncias de idéias de certo modo mais humanistas que as estendidas no mundo dos negócios, o que faz que a pessoa de negócios com mentalidade empresarial o tornem mais atraentes. As idéias têm a ver com o lugar de trabalho como “um ambiente de aprendizagem“, que “humaniza o trabalho”, “humaniza o chefe”, onde “as pessoas ocupam o primeiro lugar” ou “se libera o potencial”. Tal como as apresentam os formadores da Nova Era, é provável que atraiam as pessoas de negócios que já participaram em outros cursos de formação de corte humanista (leigo) e que queiram dar um passo a mais: interessados em seu crescimento pessoal, sua felicidade e seu entusiasmo e ao mesmo tempo em sua produtividade econômica”. Assim, está claro que as pessoas envolvidas buscam realmente sabedoria e equanimidade em benefício próprio, porém em que medida as atividades em que participam as capacitam para trabalhar pelo bem comum? À parte a questão da motivação, todos estes fenômenos devem ser julgados por seus frutos, e a pergunta que se deve levantar é se promovem o eu ou promovem a solidariedade, não somente com baleias, as árvores ou pessoas de mentalidade similar, mas com o conjunto da criação: incluindo a humanidade inteira. As piores conseqüências de toda filosofia do egoísmo, tanto se é adotada pelas instituições como por amplos setores sociais, são o que o Cardeal Joseph Ratzinger define um conjunto de “estratégias para reduzir o número dos que se sentam para comer à mesa da humanidade”. Este é um critério-chave com o que se deve avaliar o impacto de qualquer filosofia ou teoria. O cristianismo busca sempre medir os esforços humanos por sua abertura ao Criador e às demais criaturas, um respeito firmemente baseado no amor.»
In: Pontifício Conselho Cultural e Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso - Jesus Cristo Portador da Água Viva: Uma reflexão cristã sobre a "Nova Era" http://www.itf.org.br/index.php?pg=conteudo&revistaid=8&fasciculoid=89&sumarioid=1346 = Instituto Teológico Franciscano (publicação parcial on-line, em português, no Brasil). O original é inglês. Edição portuguesa total, impressa: Paulinas, Março de 2003.

2.3.4.3. O mundo e a New Age

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2.3. Princípios fundamentais do pensamento da Nova Era

2.3.4.3. O que diz a Nova Era sobre o mundo?

A mudança do modelo mecanicista da física clássica pelo “holístico” da moderna física atómica e subatómica, baseado na concepção da matéria como ondas ou quanta de energia em lugar de partículas, é central para o pensamento da Nova Era. O universo é um oceano de energia que constitui um todo único ou bordado de vínculos. A energia que anima o organismo único do universo é o “espírito”. Não há alteridade entre Deus e o mundo. O mundo mesmo é divino e está submetido a um processo evolutivo que leva da matéria inerte a uma “consciência superior e perfeita”. O mundo é incriado, eterno e auto-suficiente. O futuro do mundo se baseia num dinamismo interno, necessariamente positivo, que conduz à unidade reconciliada (divina)de tudo quanto existe. Deus e mundo, alma e corpo, inteligência e sentimento, céu e terra são uma única e imensa vibração de energia. O livro de James Lovelock sobre a hipótese Gaia afirma que “todo o âmbito da matéria viva da terra, desde as baleias até os vírus e desde os carvalhos até as algas, poderia considerar-se como uma única entidade vivente, capaz de manipular a atmosfera da terra para adaptá-la a suas necessidades gerais e dotadas de faculdades e poderes que superam de longe os de suas partes constitutivas”. Para alguns a hipótese Gaia é “uma estranha síntese de individualismo e coletivismo. Parece como se a Nova Era, após ter arrancado as pessoas da política fragmentária, estivesse desejando lançá-las numa grande panela da mente global”. O cérebro global necessita de instituições com as quais governar, em outras palavras, um governo mundial. “Para enfrentar os problemas de hoje, a Nova Era sonha com uma aristocracia espiritual ao estilo da República de Platão, dirigida por sociedades secretas...”. Talvez seja um modo exagerado de expor a questão, porém existem numerosas provas de que o elitismo gnóstico e o governo global coincidem em muitos temas da política internacional. Tudo quanto existe no universo está inter-relacionado. De fato, cada parte é em si mesma uma imagem da totalidade. O todo está em cada coisa e cada coisa no todo. Na “grande cadeia do ser”, todos os seres estão intimamente vinculados e formam uma só família com diferentes graus de evolução. Toda pessoa humana é um holograma, uma imagem da criação inteira, na qual cada coisa vibra com sua própria freqüência. Cada ser humano é um neurônio do sistema nervoso central e todas as entidades individuais se acham em relação de complementaridade uma com as outras; na realidade há uma complementaridade ou androginia interna em toda a criação. Um dos temas constantes nos escritos e no pensamento da Nova Era é o “novo paradigma” que foi posto em evidência pela ciência contemporânea. “A ciência nos permitiu uma visão da totalidade e dos sistemas, nos deu estímulo e transformação. Estamos aprendendo a compreender as tendências, a reconhecer os sinais iniciais de um paradigma mais promissor. Criamos panoramas alternativos do futuro. Comunicamos as falhas dos velhos sistemas e forçamos novos contextos para resolver problemas em todas as áreas”. Até aqui, a “mudança de paradigma” é uma mudança radical de perspectiva, porém nada mais. A questão é saber se pensamento e mudança real serão proporcionais e se é possível demonstrar a eficácia que teria uma transformação interior sobre o mundo exterior. É obrigatório perguntar-se, mas sem expressar um juízo negativo, até que ponto pode considerar-se científico um processo mental que inclui afirmações como esta: “A guerra é inconcebível numa sociedade de pessoas autônomas que descobriram a interconexão de toda a humanidade, que não temem idéias estranhas e nem culturas estrangeiras, que sabem que todas as revoluções começam dentro da pessoa e que não se pode impor o próprio tipo de iluminação a ninguém”. Não é lógico deduzir que, visto que algo é inconcebível, não poderá acontecer. Este é o tipo de raciocínio tipicamente gnóstico, no sentido de que confere demasiado peso ao conhecimento e à consciência. E isto não significa negar o papel fundamental e crucial do desenvolvimento da consciência nos descobrimentos científicos e no processo criativo, mas simplesmente alertar contra a possibilidade de impor sobre a realidade exterior aquilo que até o momento só está na mente.In: Pontifício Conselho Cultural e Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso - Jesus Cristo Portador da Água Viva: Uma reflexão cristã sobre a "Nova Era" http://www.itf.org.br/index.php?pg=conteudo&revistaid=8&fasciculoid=89&sumarioid=1346 = Instituto Teológico Franciscano (publicação parcial on-line, em português, no Brasil). O original é inglês. Edição portuguesa total, impressa: Paulinas, Março de 2003.